Equipes no G-4 se enfrentam em um jogo de cautela
No primeiro tempo da partida, a expectativa técnica e tática entre Bahia e Palmeiras rapidamente deu lugar a uma realidade dominada por embates físicos. As duas equipes, que ocupam posições no G-4 do Campeonato Brasileiro, adotaram uma postura cautelosa, evitando expor-se demais ao adversário. Isso resultou em um duelo pouco atrativo no Estádio Fonte Nova.
O Bahia, conhecido por seu estilo de jogo mais ofensivo, se viu preso em um pragmatismo que não lhe favorece. Sem a presença de passes verticais e infiltrações, a equipe só começou a se impor no segundo tempo, quando já estava perdendo por 1 a 0. Essa situação parecia mais confortável para o Palmeiras, que, acostumado com esse tipo de partida, contava com atletas mais habilidosos para converter as raras oportunidades criadas.
O primeiro gol do Palmeiras surgiu de uma tabela entre Flaco López e Arias, que resultou na primeira finalização certa do time visitante. O cenário se complicou ainda mais para o Bahia quando, já nos minutos finais, uma bola parada garantiu a vitória dos paulistas, em um momento em que o Tricolor parecia vislumbrar uma virada.
Retornando para a segunda etapa, o Bahia não fez substituições, mas voltou com uma postura mais ousada. A cautela excessiva do primeiro tempo foi substituída por uma coragem renovada, permitindo que o time arriscasse passes e realizasse triangulações. Essa mudança de atitudes fez com que, em apenas 15 minutos, a equipe se tornasse mais perigosa do que em toda a primeira etapa.
Kike Oliveira quase igualou o marcador ao ser barrado por uma grande defesa de Carlos Miguel. Pouco tempo depois, um escanteio cobrado de forma curta resultou em um cruzamento de Everton Ribeiro que encontrou David Duarte, que não hesitou em marcar um gol de cabeça espetacular. Você pode conferir o momento decisivo no vídeo abaixo.
O gol libertou o Bahia das amarras da primeira etapa. Com isso, o Tricolor assumiu o controle do jogo, mantendo o domínio mesmo após as primeiras substituições, que acabaram enfraquecendo o Palmeiras. O destaque foi Ademir, que se destacou em duelos contra Arthur pelo lado do campo, trazendo uma nova energia à equipe da casa.
Entretanto, o Bahia pecou ao não saber aproveitar a janela de superioridade contra um adversário notoriamente preparado para reverter situações adversas. Em uma cobrança de escanteio, os jogadores tricolores reclamaram de falta em David Duarte, mas o que se seguiu foi um gol contra de Ramos Mingo, colocando fim à invencibilidade tricolor em casa, que se estendia por 14 jogos.
A derrota final reforça a crítica de Rogério Ceni sobre a falta de preparo do Bahia para os grandes embates e a disputa pelas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro. Contudo, o desempenho do segundo tempo revela que acreditar em suas convicções pode ser o caminho para aproximar o Tricolor dos principais clubes do Brasil.
