Iniciativa em Vitória da Conquista
No último dia 6 de outubro, teve início em Vitória da Conquista o segundo módulo da Oficina 2 do programa EpiSUS Fundamental, que prosseguirá até o dia 11. Essa ação estratégica tem como objetivo qualificar profissionais para atuarem na vigilância em saúde, contribuindo para o fortalecimento da capacidade técnica do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia.
Estão participando da oficina profissionais de Vitória da Conquista, Belo Campo e Barra do Choça, além de técnicos dos Núcleos e Bases Regionais de Saúde das regiões Sudoeste e Sul do estado. Durante toda a semana, os participantes se dedicam a atividades voltadas para a investigação de surtos, análise de dados epidemiológicos e a integração entre a epidemiologia de campo e laboratórios.
A proposta é ampliar a capacidade de análise e garantir respostas mais rápidas e eficazes diante de eventos de saúde pública, sempre fundamentadas em evidências e em uma atuação coordenada. Ao longo do curso, os participantes se preparam também para a Oficina 3, que representará a etapa final da formação, consolidando o ciclo de capacitação dos profissionais envolvidos.
Cerca de 40 pessoas, incluindo instrutores, tutores, equipe de apoio e profissionais em formação, estão engajadas nessa iniciativa, reforçando assim o compromisso da Bahia com o fortalecimento da vigilância em saúde.
EpiSUS: Qualificação e Integração
O EpiSUS (Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS) é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), através da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde (Suvisa). Seu objetivo é qualificar profissionais para atuar diretamente nos serviços de vigilância, capacitando-os para detectar e intervir de forma oportuna em cenários emergenciais de saúde pública.
Com base em um modelo internacional de treinamento em serviço, o EpiSUS combina teoria e prática, tornando o aprendizado mais próximo da realidade vivida nas comunidades. Na modalidade Fundamental, é voltado para a formação inicial de profissionais que atuam na linha de frente da vigilância em saúde, especialmente em níveis estadual e municipal.
A instrutora Samantha Andrade destaca que, apesar das capacitações, ainda existem desafios significativos no dia a dia dos serviços de saúde. “Na prática, muitos profissionais enfrentam dificuldades para identificar o momento certo de iniciar uma investigação, definir objetivos e conduzir o processo de maneira estruturada, respeitando as etapas necessárias”, afirma.
Ela também enfatiza a relevância da integração com os laboratórios. “Essa interface é fundamental, principalmente na fase descritiva, pois é determinante para o desenvolvimento das etapas seguintes e para a definição da resposta ao evento”, acrescenta.
Com essa perspectiva, o EpiSUS se consolida como uma ferramenta vital para aumentar a capacidade de detecção e resposta a emergências em saúde pública em nível local, contribuindo diretamente para a proteção da população e para a melhoria contínua do SUS.
