Bahia entre estados com crescimento nos casos de Covid-19
A Bahia integra o grupo de 19 estados brasileiros que apresentam aumento nos casos de Covid-19 nas últimas seis semanas, segundo levantamento do Ministério da Saúde. Essa tendência de crescimento foi detectada em todas as regiões do país e alcança várias faixas etárias, desde crianças até idosos.
Impacto nas hospitalizações e vigilância epidemiológica
O avanço da doença também tem refletido no número de hospitalizações. Em boletim divulgado em 5 de novembro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicou sinais de crescimento nos casos graves de Covid-19 em diferentes unidades da federação. Apesar desse cenário, o Ministério da Saúde mantém a avaliação de baixo risco para a circulação do vírus no Brasil.
Desde o início do ano, foram notificados oficialmente 118.851 casos de síndrome gripal causada pela Covid-19, com dados atualizados até 4 de novembro. A positividade nos testes realizados em laboratórios privados tem aumentado por nove semanas consecutivas, reforçando a necessidade de atenção contínua.
Distribuição regional do crescimento dos casos
Além da Bahia, outros seis estados do Nordeste registram essa tendência de alta: Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí. No Norte, Rondônia e Roraima apresentam crescimento. No Centro-Oeste, o Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso também têm aumento. No Sudeste, os estados são Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Já no Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina completam a lista.
Leia também: Bahia Recebe 205 mil Doses de Vacina Contra a Covid-19 | Imunização em Alta
Leia também: Covid e Vírus Respiratórios: Crescimento de Casos Graves na Bahia e Impactos na Saúde Pública
O período analisado corresponde às seis semanas mais recentes, até 31 de outubro. A tendência não indica crescimento semanal constante, mas uma elevação geral no conjunto do período.
Casos graves e hospitalizações em ascensão
Até o final de outubro, o Ministério da Saúde registrou 3.479 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) relacionadas à Covid-19. Também foram contabilizadas 437 mortes de pacientes graves com confirmação do vírus.
O boletim InfoGripe, da Fiocruz, aponta sinais de crescimento nos casos graves em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.
Leia também: Associação Saúde em Movimento na Bahia: processos e suspeitas abalam gestão de unidades públicas
Leia também: Sesab Refuta Declarações de Bruno Reis sobre Saúde na Bahia
O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), esclarece que o aumento nas internações acompanha a maior circulação do vírus, sem necessariamente indicar que a doença está mais grave. O crescimento no número absoluto de complicações ocorre porque mais pessoas estão infectadas.
Vacinação segue como principal medida de proteção
Especialistas ressaltam que, até o momento, não há evidências de que as variantes em circulação estejam causando quadros mais severos. Contudo, idosos, imunocomprometidos e pessoas com doenças crônicas continuam entre os grupos mais vulneráveis a complicações.
A vacinação permanece como a principal estratégia de prevenção. O Calendário Nacional de Vacinação recomenda que pessoas com 60 anos ou mais recebam doses contra a Covid-19 a cada seis meses. Gestantes devem ser vacinadas em cada gravidez, e crianças pequenas seguem esquema com duas ou três doses, conforme o imunizante aplicado.
