No Dia da Mandioca, Bahia destaca inovações e colaborações
A mandioca, cultivada em todos os estados do Brasil e utilizada em diversas cadeias produtivas, desde a alimentação até o setor farmacêutico, foi homenageada na Bahia nesta quarta-feira (22) com importantes avanços. Essas inovações incluem novas variedades criadas por meio de pesquisas, tecnologias aprimoradas no campo e a criação de espaços de diálogo entre produtores, cientistas e o governo. As Câmaras Setoriais da Agropecuária, coordenadas pela Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia (Seagri), têm sido essenciais nesse processo.
O secretário de Agricultura da Bahia, Vivaldo Góis, enfatizou a relevância da cultura da mandioca durante a celebração. Segundo ele, “a mandioca é um pilar de economia, geração de renda e segurança alimentar para muitas famílias baianas”. Góis salientou que o estado tem investido fortemente em pesquisa, na capacitação de agricultores e na promoção de espaços democráticos onde produtores, pesquisadores e autoridades possam discutir e definir os rumos da cadeia produtiva.
A Seagri atua como mediadora nesse cenário com suas 22 Câmaras Setoriais da Agropecuária, onde todos os envolvidos na produção se reúnem para elaborar estratégias que visem a melhoria do cultivo. A câmara dedicada à mandioca, em particular, funciona como um fórum permanente que transforma discussões em práticas eficientes para o cultivo no estado.
O progresso registrado na cultura da mandioca é impulsionado pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, situada em Cruz das Almas. A instituição mantém um ativo banco de germoplasma, que abriga uma coleção abrangente de variedades de mandioca, essencial para o desenvolvimento de novos híbridos. Francisco Laranjeira, chefe-geral da unidade, destacou que as iniciativas têm sido realizadas em conjunto com diferentes instituições do estado.
“Essas atividades possibilitam o lançamento de novas variedades, sempre buscando aumentar a produtividade, melhorar a resistência a pragas e doenças e facilitar o manejo”, comentou Laranjeira. Desde o início dos trabalhos, mais de 40 variedades foram introduzidas no mercado e atualmente são utilizadas por agricultores em diversas regiões do Brasil, incluindo a própria Bahia. No estado, a produção é mais concentrada nas áreas do Baixo Sul, Extremo Sul, Sudoeste e Litoral Norte.
Ademais, a Embrapa também investiu em inovações tecnológicas que aprimoram o sistema de produção. Dentre os principais avanços, destaca-se a técnica de plantio direto, que minimiza o revolvimento do solo e promove a conservação de água. Outro ponto significativo é o zoneamento agrícola de risco climático (ZARC), que orienta sobre os melhores períodos e localidades para o plantio. A adoção dessas recomendações não apenas otimiza o cultivo, mas também facilita o acesso a financiamneto rural para os agricultores.
Com essas medidas, a Bahia se posiciona como referência na produção de mandioca, um alimento essencial e estratégico para a segurança alimentar e a economia local. A articulação entre pesquisa e prática, aliada à colaboração entre todos os setores envolvidos, promete um futuro promissor para esta cultura tão importante.
