Índices Preocupantes de Saúde na Bahia
No Dia Mundial da Saúde de 2026, comemorado em 7 de abril, dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que a Bahia está entre os estados com as piores autoavaliações de saúde no Brasil. As informações, coletadas na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019 e na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024, destacam não apenas a percepção individual da saúde, mas também as significativas disparidades de gênero e o acesso aos serviços médicos.
Em 2019, apenas 54,2% dos adultos na Bahia classificaram sua saúde como boa ou muito boa, colocando o estado em segundo lugar na lista dos piores índices do Brasil, superando apenas o Maranhão, que registrou 52,0%. A média nacional, por outro lado, ficou em 66,1%, o que torna a situação ainda mais alarmante.
Desigualdade de Gênero em Saúde
A disparidade entre os gêneros é bastante evidente. Enquanto 59,7% dos homens baianos se consideram saudáveis, apenas 52,0% das mulheres compartilham dessa mesma percepção. Essa diferença ressalta um padrão de vulnerabilidade das mulheres, que enfrentam não apenas questões de saúde, mas também fatores sociais e estruturais que impactam sua qualidade de vida.
Outro dado significativo é que 9,5% dos adultos na Bahia relataram ter deixado de realizar atividades diárias devido a problemas de saúde, o que representa o maior percentual entre todos os estados do Brasil, empatando com Sergipe. Novamente, as mulheres foram as mais afetadas, com 11,7% delas afirmando ter suas rotinas impactadas, em contraste com 7,0% dos homens.
Adolescentes Também Enfrentam Desigualdades de Saúde
Apesar de uma leve melhora na percepção de saúde entre os adolescentes, a disparidade de gênero permanece evidente. De acordo com a PeNSE 2024, 65,0% dos jovens de 13 a 17 anos na Bahia consideram sua saúde como boa ou muito boa, um número próximo à média nacional de 66,6%. No entanto, o estado ocupa apenas a 15ª posição entre as unidades federativas.
Quando analisamos mais de perto, 76,4% dos rapazes avaliaram sua saúde positivamente, em comparação a apenas 54,6% das moças. Essa diferença sugere a influência de fatores psicológicos, sociais e comportamentais que afetam a saúde mental e física das adolescentes.
Além disso, 59,2% dos adolescentes relataram ter faltado à escola pelo menos uma vez devido a problemas de saúde, sendo as meninas as mais afetadas, com 61,0% enfrentando essa situação, em comparação a 57,2% dos meninos. Esses dados reforçam a conexão entre saúde e desempenho escolar, um aspecto que não pode ser negligenciado.
Acesso a Serviços de Saúde: Uma Realidade Desigual
O acesso a serviços de saúde na Bahia também mostra disparidades preocupantes. Entre 2018 e 2019, 74,1% dos adultos baianos buscaram atendimento médico pelo menos uma vez no período de um ano, uma taxa ligeiramente inferior à média nacional de 76,2%. A diferença entre os gêneros é notável, com 82,0% das mulheres tendo procurado atendimento, contra 65,5% dos homens.
No que diz respeito aos adolescentes, a situação é ainda mais crítica. Em 2024, apenas 53,2% dos estudantes baianos buscaram atendimento médico, abaixo da média nacional de 57,2%. Essa realidade revela não apenas um acesso desigual, mas também a necessidade urgente de políticas públicas que garantam melhores condições de saúde e acesso para todos, independentemente do gênero.
