Uma Aliança Polêmica na Bahia
Durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, fez uma declaração que gerou repercussão: anunciou seu apoio a ACM Neto. O político, que foi derrotado por Jerônimo Rodrigues nas eleições de 2022, pediu que Neto “liberte o povo da Bahia e vença o PT”, partido do atual presidente Lula. Essa declaração acendeu um alerta no Partido dos Trabalhadores, que não hesitou em criticar essa aliança. Nesta segunda-feira, 30, Éden Valadares, secretário Nacional de Comunicação do PT, expressou que a aliança entre o bolsonarismo e o carlismo na Bahia é inegável, especialmente após Flávio expor ao mundo seu diálogo com Neto. “Nos EUA, a aliança entre Trump, Bolsonaro e ACM ficou muito clara. O apoio público de Flávio a ACM Neto revela quem se posiciona como o anti-Lula na Bahia”, comentou Valadares.
O dirigente petista também trouxe à tona um evento recente, onde Neto esteve ao lado de Flávio Bolsonaro durante uma cerimônia de filiação, que foi amplamente divulgada nas redes sociais. Essa imagem, segundo ele, já sinalizava a construção de uma forte aliança entre os dois, configurando uma oposição direta ao governo de Lula. Valadares enfatizou que essa divisão se tornará ainda mais evidente para a população conforme as eleições se aproximam. “Enquanto a agenda de Lula prioriza a democracia, a inclusão social e a luta contra privilégios, a deles propõe a anistia para criminosos, proteção a poderosos e um discurso que flerta com o autoritarismo. Esses são projetos diametralmente opostos, e a Bahia e o Brasil saberão fazer a escolha certa”, concluiu Éden.
