Crítica à Fala do Governador
O vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, não hesitou em criticar a declaração do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). O comentário se deu em resposta à fala do governador, que afirmou que o capitão da Polícia Militar Salomão não estava a serviço quando foi assassinado durante uma tentativa de assalto. Para Neto, essa afirmação revela uma falta de sensibilidade em relação à tragédia e à crise de segurança pública que o estado enfrenta.
“Com todo respeito, governador, tranquilidade? O momento exige tranquilidade? Um policial morreu ontem à noite de forma covarde. Em uma tentativa de assalto. Eu tenho certeza de que o senhor assistiu ao vídeo, assim como todos nós. O capitão Salomão morreu cumprindo a missão de todo policial: proteger vidas”, afirmou Neto com veemência.
O Papel do Policial Além do Serviço
ACM Neto foi além e rebateu diretamente o argumento de que o policial não estava em serviço no momento do crime. “Quando o senhor diz que ele não estava trabalhando, precisamos lembrar que policial nunca deixa de ser policial. Mesmo sem farda. Mesmo de folga”, disse. Para ele, a indiferença em relação à situação do capitão Salomão é preocupante e deve ser repensada.
O ex-prefeito também ressaltou que, independentemente da condição em que o policial se encontrava, ele merecia ser tratado como cidadão, com direitos fundamentais. “E mesmo que ele não estivesse a serviço, antes de tudo, ele era um cidadão. Um homem. Um filho. Um pai. Um marido. Alguém que tinha o direito de voltar para casa”, declarou.
Apelo por Ação e Respeito
Neto questionou o que acontece com a percepção pública sobre a vida dos policiais fora do horário de trabalho. “Quer dizer que quando um policial salva uma vida fora do serviço, ele é herói. Mas quando morre fora do serviço, a vida dele vale menos?”, indagou. Essa reflexão demonstra a necessidade de mudanças na forma como a sociedade e o governo enxergam a segurança pública.
Para finalizar sua declaração, ACM Neto fez um apelo para que o governo estadual adote uma postura mais firme contra a violência. Ele expressou suas condolências à família do capitão e reforçou a importância de respeitar a polícia. “Respeite a polícia, governador. É isso que o momento exige. Atitude, sensibilidade, respeito. Respeito à família, que deixo aqui o meu abraço e minha solidariedade. É impossível não sentir revolta e tristeza diante do que aconteceu. Ninguém aguenta mais”, concluiu.
Reações na Assembleia Legislativa
O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil), que é vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), também lamentou a morte do capitão Onésimo Pereira Salomão, que contava com 37 anos e foi assassinado em um assalto em Salvador. Sanches reforçou que este episódio é mais uma evidência de que a violência no estado está fora de controle.
“É muito triste ver um policial, que mesmo fora de serviço representa a segurança do Estado, ser morto dessa forma. A violência chegou a um ponto em que nem quem é treinado para se defender consegue escapar. Isso prova como a negligência do PT na segurança pública tem custado vidas aos baianos”, afirmou.
Críticas à Falta de Vontade Política
O deputado ainda criticou a falta de ação do governo em relação à criminalidade. “Temos bons policiais, uma boa tropa e um secretário de Segurança Pública preparado, mas o problema é a falta de vontade política do governador para enfrentar a criminalidade. O PT tem uma dificuldade ideológica de lidar com a bandidagem e quem paga o preço é o cidadão honesto ao longo desses 20 anos de poder”, lamentou Sanches.
Ainda sob a mesma perspectiva, o deputado protestou contra a violência ocorrida na Lavagem do Bonfim, onde um homem perdeu a vida e outras sete pessoas ficaram feridas em um ataque a tiros. “Nem nas festas populares o povo tem paz. Isso mostra o tamanho do descaso”, declarou.
Para Alan Sanches, o sentimento predominante nas ruas hoje é de cansaço e uma urgência por mudança. “A Bahia se tornou o estado mais violento do Brasil, com facções criminosas atuando por toda parte. A população não aguenta mais tanta negligência. Quem sofre é o cidadão comum, que vive com medo todos os dias”, concluiu.
