A Nova Composição Política na Bahia
O pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), definiu os nomes que integrarão sua chapa para a disputa ao Senado. O ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, João Roma (PL), e o atual senador Angelo Coronel (Republicanos), que anteriormente fazia parte da base do governo Jerônimo Rodrigues (PT), foram escolhidos. A vaga para vice-governador será ocupada pelo ex-prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP). A apresentação oficial da chapa ocorrerá nesta segunda-feira, em um evento programado para Feira de Santana.
Desafios e Movimentações Políticas
A recente decisão de ACM Neto marca um movimento estratégico em sua campanha, especialmente considerando a participação de Angelo Coronel, que deixou o PSD após desentendimentos internos e perdeu espaço na chapa majoritária do governo petista. Em reuniões com líderes do PSD, incluindo o presidente estadual Otto Alencar e o presidente nacional Gilberto Kassab, Coronel buscou reverter sua situação, mas optou por seguir em direção a novas alianças.
Por outro lado, João Roma, que foi ministro da Cidadania durante o governo Bolsonaro e atualmente preside o PL na Bahia, traz uma nova dinâmica à chapa de ACM Neto. Sua inclusão pode facilitar um apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, o que é considerado um movimento estratégico, dado que o filho do ex-presidente está enfrentando dificuldades para solidificar alianças no Nordeste.
Apoios e Negociações em Andamento
No contexto da recente movimentação, ACM Neto ainda não definiu seu apoio na corrida presidencial, suscetível a mudanças conforme os desdobramentos políticos. Ele já havia demonstrado apoio a Ronaldo Caiado quando este estava no União Brasil, mas a mudança de Caiado para o PSD pode alterar o cenário de alianças. A possibilidade de ACM se unir a Flávio Bolsonaro traz à tona um cenário onde as negociações políticas se intensificam na Bahia.
O Caso Master e suas Implicações
Conforme relatado pelo GLOBO, ACM Neto e Jaques Wagner, líder do governo na Casa, estão envolvidos em um acordo de bastidores para evitar que o polêmico caso Master interfira nas suas campanhas. Recentemente, ACM Neto foi mencionado em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que indicava o recebimento de R$ 3,6 milhões de entidades ligadas ao Banco Master. Neto explicou que essas quantias referem-se a serviços de consultoria e se dispôs a esclarecer a situação à Justiça.
Por sua vez, Jaques Wagner também teve seu nome associado ao caso, já que a nora do senador recebeu R$ 11 milhões de uma empresa vinculada ao Master. Em nota, Wagner alegou não ter conhecimento de qualquer investigação e negou envolvimento em negociações que possam vincular seu nome a este assunto.
O Pacto de Não Agressão
Diante das recentes revelações, tanto aliados de ACM Neto quanto de Jaques Wagner se reuniram e decidiram que a exploração pública do caso Master não traria benefícios a nenhuma das partes envolvidas. Assim, selaram um pacto de não agressão sobre o tema, reconhecendo que o melhor caminho é manter o foco nas propostas e na agenda eleitoral, evitando disputas que possam prejudicar suas respectivas campanhas.
