Secretaria de Cultura apoia teto para cachês no São João
A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia manifestou seu apoio à recomendação realizada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela União dos Municípios da Bahia (UPB) para estabelecer um teto nos cachês das atrações artísticas durante as celebrações do São João. Essa iniciativa busca equilibrar os valores pagos com recursos públicos, evitando excessos e promovendo uma gestão orçamentária mais responsável por parte das prefeituras.
Diálogo que amplia oportunidades para músicos locais
Segundo o secretário de Cultura, Bruno Monteiro, a recomendação não é uma imposição, mas um convite à democratização do acesso para os profissionais da música. Em entrevista concedida durante o Programa de Governo Participativo (PGP), em Macaúbas, ele ressaltou que ao limitar os valores dos cachês, é possível ampliar o número de artistas que participam das festas juninas. “Às vezes, um cachê muito alto para uma atração impede que muitos outros artistas menores tenham espaço”, explicou.
A iniciativa foi resultado de um diálogo institucional entre a Secretaria, o MP-BA e a UPB, com o objetivo de garantir que os recursos públicos sejam distribuídos de forma mais justa, ampliando as oportunidades para músicos regionais, especialmente aqueles ligados ao forró tradicional que consideram o São João como principal fonte de sustento.
Leia também: Governo da Bahia Lança Editais Culturais para Festejos do São João 2026
Leia também: Governo da Bahia Lança Quatro Editais Culturais para o São João 2026
Sustentabilidade financeira e valorização da cultura local
Além de garantir equilíbrio financeiro para as prefeituras, a recomendação também reforça a importância de preservar o espaço dos artistas que dependem exclusivamente do período junino para trabalhar. Enquanto grandes nomes nacionais têm agenda durante o ano todo, muitos músicos regionais encontram nas festas de São João sua principal vitrine cultural e econômica.
Essa medida, portanto, representa uma estratégia para fortalecer a circulação cultural local, garantir a sustentabilidade dos eventos e valorizar a produção artística da Bahia, promovendo uma agenda cultural mais diversa e acessível ao público.
