Transformações na Saúde Íntima Feminina
O envelhecimento traz diversas transformações naturais, mas outros fatores contemporâneos também impactam a saúde íntima feminina. A sexóloga Camila Gentile destaca que oscilações de peso, que podem ocorrer em várias fases da vida, têm se tornado uma queixa comum entre as mulheres, especialmente em relação à flacidez na região íntima.
“Às vezes, leva tempo para que essa mudança se torne um incômodo, mas é uma reclamação frequente entre mulheres e, em certos casos, também entre homens. Recentemente, o tema ganhou mais atenção devido ao uso de medicamentos que provocam perda de peso rápida, os quais podem reduzir o colágeno e alterar o contorno da região íntima, resultando em excesso de pele externa”, observa.
A Abordagem Além da Estética
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Segundo Tatiana, o foco vai muito além da estética. “Nosso objetivo é promover a regeneração tecidual, o que melhora a qualidade da mucosa, a elasticidade e a lubrificação local. Sempre utilizamos uma abordagem médica que prioriza a função, a saúde e o bem-estar íntimo”, enfatiza.
Ela acrescenta que a vibroterapia é uma das técnicas que tem se mostrado eficaz na melhora de sintomas como secura e urgência urinária, comuns na falência ovariana. “Esse método tem eficácia comparável ao uso de estrogênios vaginais, tornando-se uma opção válida de tratamento para algumas pacientes”, explica.
Tecnologia e Conforto Feminino
Com a menopausa, a secura vaginal se torna uma reclamação frequente. Koji ressalta que essa mudança não afeta apenas o conforto, mas também o equilíbrio da flora vaginal. “A secura, a redução da lubrificação e a diminuição do turgor vaginal podem alterar a dinâmica da mucosa, impactando o equilíbrio da flora local. Esses fatores devem ser considerados em conjunto, já que a flacidez acentuada pode aumentar o risco de lesões durante a relação sexual”, alerta.
A sexóloga ainda observa que muitas mulheres enfrentam uma combinação de alterações hormonais e baixa autoestima nessa fase, o que pode tornar a experiência mais complexa. “A libido feminina é multifatorial, envolvendo aspectos físicos, emocionais e psicológicos. Portanto, a autoestima e o manejo do estresse têm um papel fundamental no desejo sexual. Intervenções que ajudem a restaurar a autoconfiança podem ter um efeito positivo nessa vivência”, complementa.
A Importância do Tratamento Adequado
Conforme os anos passam, especialmente durante a perimenopausa e a menopausa, os níveis de estrogênio diminuem. Isso pode levar à atrofia da mucosa vaginal, resultando em relações sexuais que podem se tornar desconfortáveis ou dolorosas. Essa situação cria um ciclo negativo: menos lubrificação gera mais desconforto, reduzindo o desejo sexual. Portanto, tratar a causa física é tão essencial quanto cuidar dos aspectos emocionais.
Um ponto que merece atenção são os lábios vaginais. Lábios maiores e assimétricos podem causar desconforto não apenas durante a relação sexual, mas também em exames ginecológicos e atividades cotidianas, como a prática de exercícios. Além disso, a insegurança em determinadas posições pode afetar a autoconfiança da mulher, impactando sua vida íntima e a conexão com o parceiro.
Tecnologia como Aliada na Saúde Íntima
A avaliação individual é crucial para entender a origem das queixas, que podem ser físicas, hormonais ou emocionais. Em alguns casos, tecnologias como o laser íntimo podem ajudar a melhorar a qualidade do tecido, mas sempre em conjunto com uma investigação médica aprofundada. “Quando indicado, o laser é uma opção terapêutica eficaz, pois melhora o tônus, a circulação sanguínea e a qualidade da lubrificação, resultando em uma resposta sexual mais satisfatória”, comenta.
A especialista também ressalta que o impacto do tratamento vai além do físico. “A melhora da lubrificação, da elasticidade e do conforto vaginal leva à redução da dor e ao aumento da qualidade da resposta íntima. O resultado é uma vivência mais segura e satisfatória, fundamental para a saúde e o bem-estar feminino”, conclui.
