Bola Parada: Desafios do Bahia na Temporada
Na recente derrota para o Flamengo, o Bahia sofreu mais um gol proveniente de jogada ensaiada, levantando questões sobre a defesa nas bolas paradas. O auxiliar técnico Charles Hembert, que assumiu o comando da equipe na ausência do suspenso Rogério Ceni, apontou a estatura média do elenco como um fator que contribui para essa dificuldade. Segundo ele, essa não é uma característica do time, que optou por um estilo de jogo mais técnico.
“Não é uma característica dos nossos jogadores, que não têm muita altura. Se quiséssemos ser um bom time em bola parada, a gente recrutaria jogadores mais altos. Fizemos a opção de ter um time mais vistoso e técnico. Não teríamos Caio Alexandre, Everton Ribeiro, Jean Lucas e outros jogadores que são mais baixos, focaríamos em atletas de 1,90m e teríamos um enfoque maior nesse aspecto. Contudo, isso não significa que não queremos melhorar nessa área”, avaliou Hembert durante uma coletiva de imprensa.
Retrospecto do Bahia em Bolas Paradas
Além do confronto no Maracanã, o Bahia já havia enfrentado problemas semelhantes em partidas anteriores. O time sofreu gols de bola parada, como no jogo contra o Mirassol, onde David Duarte marcou contra, e na derrota para o Palmeiras, com um gol de Ramos Mingo. Apesar disso, o Bahia apresenta números que colocam o clube em uma posição intermediária na Série A, figurando como sétimo no ranking defensivo e décimo no ofensivo, de acordo com o Gato Mestre.
As estatísticas revelam que, até o momento, o Bahia marcou e sofreu quatro gols em jogadas de bola parada neste Campeonato Brasileiro. Um terço dos 12 gols sofridos pelo Tricolor foram provenientes dessas jogadas, assim como 26,7% dos 15 gols marcados pelo time.
Ranking de Gols Sofridos em Bolas Paradas
Na análise dos times da Série A, o Bahia ocupa uma posição que reflete suas dificuldades e conquistas em bolas paradas:
- 1. Palmeiras (um gol sofrido);
- 2. Corinthians e Flamengo (dois);
- 4. Athletico-PR, Internacional e São Paulo (três);
- 7. Bahia, Bragantino, Coritiba e Vitória (quatro);
- 11. Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Remo (cinco);
- 15. Chapecoense, Fluminense, Santos e Vasco (seis);
- 19. Mirassol (sete);
- 20. Botafogo (oito).
Nos confrontos em que o Bahia sofreu gols através de jogadas de bola parada, os dados são claros. Recentemente, na partida contra o Flamengo, Lucas Paquetá fez o gol que ampliou a vantagem do time carioca. Já no duelo contra o Mirassol, o gol contra de David Duarte foi decisivo para a vitória do adversário.
Próximo Desafio do Tricolor
Com a intenção de corrigir essas deficiências, o Bahia se prepara para encarar o Remo nesta quarta-feira, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O jogo, válido pela quinta fase da Copa do Brasil, terá início às 19h (horário de Brasília). Diante de um adversário que já marcou um gol a partir de bola parada contra o Tricolor, a expectativa é de que a equipe trabalhe arduamente para minimizar esses erros em campo.
“Precisamos analisar o balanço. Embora tenhamos marcado poucos gols em bolas paradas, também temos sofrido menos. É verdade que nos últimos jogos enfrentamos dificuldades, mas, no geral, o time está situado no meio da tabela, longe de ser o melhor ou o pior. A meta é sempre aprimorar, mas essas jogadas não são uma característica do nosso estilo de jogo”, finalizou Hembert, refletindo sobre o desempenho da equipe após o último jogo contra o Flamengo.
Charles Hembert, responsável por treinar as jogadas de bola parada do Bahia — Foto: Rafael Rodrigues/EC Bahia
