O Crescimento da Bienal do Livro na Bahia
A Bienal do Livro da Bahia, que teve início na última quarta-feira e se estende até a próxima terça-feira, já se consolida como a terceira maior do Brasil. O evento, que ocorre em Salvador, celebra a vibrante produção editorial da Bahia, berço de grandes nomes como Castro Alves, Jorge Amado e Itamar Vieira Júnior. Com o tema “Bahia — Identidade que ecoa nos quatro cantos do mundo”, a programação deste ano apresenta uma forte presença de autores e editoras locais, na maior representação já vista na história da Bienal.
Um dos destaques dessa nova edição é a ampliação da programação cultural, que agora conta com 170 personalidades convidadas para mesas de debate. Essa curadoria busca equilibrar a representatividade local com as vozes de estrelas renomadas, tanto nacionais quanto internacionais, como a autora americana Julia Quinn, famosa pela série “Bridgerton”, além das brasileiras Paula Pimenta e Thalita Rebouças.
Expositores e Autores em Destaque
A Bienal deste ano também apresenta um aumento significativo de 25% na área destinada aos expositores, em comparação ao evento anterior, realizado em 2024. Ao todo, são 112 editoras participando do evento, que será realizado no Centro de Convenções Salvador. Além de grandes grupos de abrangência nacional, o público poderá visitar estandes de editoras baianas como Escariz, Letra A, P55, Caramurê, Paulinas, Arpillera, Paralela, Trem Fantasma, Orama e Studio Palma, entre outras.
O Papel da Educação na Bienal
No domingo (19), um dos momentos marcantes da Bienal foi protagonizado pela coordenadora pedagógica Maria Helena Gomes Lobo e pela professora de inglês Eliane Santana, que vivenciam o evento como educadoras ativas, promovendo a leitura e fortalecendo o tema desta edição. Ambas fazem parte de um grupo de docentes que se engaja na difusão da literatura, não apenas como visitantes, mas como agentes de transformação social.
Um dos incentivos à leitura oferecidos neste ano é o vale-livro de R$100, destinado a estudantes e professores, uma ação que Maria Helena considera fundamental. “Essa iniciativa é excelente, pois permite que profissionais da educação tenham acesso a livros, algo que se tornou difícil por questões econômicas”, observou. A professora ressaltou também a importância da busca por novos lançamentos no evento.
Por sua vez, Eliane destacou como a experiência fortalece seu vínculo com a literatura. “Achei fantástica! Adoro ler, mas nem sempre temos condições financeiras para isso. Se não fosse por essa iniciativa, talvez eu não pudesse comparecer”, declarou, expressando esperança em melhorias para edições futuras.
Participação Ativa e a Política Pública de Leitura
A presença dos educadores se torna ainda mais significativa com o lançamento de livros por 19 professores da rede estadual durante a programação realizada entre os dias 15 e 17. Essa iniciativa evidencia a escola pública como um espaço vital para a produção intelectual e artística, valorizando o trabalho pedagógico e ampliando o alcance das narrativas criadas nas unidades de ensino. No estande do Governo do Estado, a Secretaria da Educação promove atividades que conectam literatura, ensino e a identidade cultural da Bahia.
No último dia para a utilização do vale-livro pelos professores, o movimento no estande se intensifica, com educadores aproveitando a oportunidade para renovar seus acervos e ampliar suas referências literárias. A Bienal segue até a terça-feira (21), oferecendo uma programação diversificada que integra cultura, educação e cidadania, consolidando-se como uma experiência enriquecedora para a comunidade escolar e reafirmando o compromisso com a democratização do acesso ao conhecimento.
