Árbitro Enfrenta Protestos da Torcida
Após a partida entre Mirassol e Bahia, um incidente inusitado deixou os torcedores do Leão em polvorosa. O árbitro da partida, que possui licença FIFA, levou cerca de 35 minutos para deixar o gramado, sendo escoltado por 13 policiais militares enquanto era alvo de xingamentos fervorosos de parte da torcida. A tensão aumentou nas proximidades do túnel de saída, onde o vice-presidente do Mirassol, Juninho Antunes, e o executivo Paulinho estavam, expressando sua revolta em meio a ligações receosas.
A controvérsia começou durante o segundo gol do Bahia, marcado aos 43 minutos do segundo tempo. Gilberto, atacante do Bahia, realizou uma carga nas costas de Negueba, que caiu no gramado em decorrência da jogada. Contudo, o árbitro não considerou a ação como falta e o VAR, coordenado por Wagner Reway, também não se manifestou. O gol de Sanabria selou a vitória dos visitantes e gerou revolta entre os jogadores e torcedores do Mirassol.
Paralisação e Cartões Vermelhos
Em resposta à decisão do árbitro, o Mirassol se recusou a reiniciar o jogo, resultando em uma paralisação de dez minutos. O clima de indignação tomou conta do estádio, levando o técnico Rafael Guanaes, o meia Eduardo, que estava no banco de reservas, e um membro da comissão técnica do Leão a receber cartões vermelhos por contestações acaloradas. A situação esquentou ainda mais quando o lateral-esquerdo Reinaldo, também no banco, pediu a seus colegas que deixassem o campo em protesto.
Ao término da partida, o árbitro mineiro permanecer no centro do campo, cercado por um cordão de segurança, enquanto o telão do estádio reexibia repetidamente o lance polêmico envolvendo Negueba. A insatisfação era evidente entre os torcedores que não hesitaram em expressar seu descontentamento com a atuação da arbitragem.
“É vergonhoso. Sempre que a arbitragem vem aqui, algo controverso acontece. Os protagonistas da situação somos nós. Em uma jogada similar, onde Ademir fez uma carga, foi marcado pênalti, mas nesse caso, nada foi feito. E ainda ouvi do árbitro que deveríamos chorar no vestiário”, desabafou um dos jogadores, expressando a frustração dos atletas diante da situação.
