Iniciativas que Fazem a Diferença
A edição de 2026 do Prêmio LED – Luz na Educação revelou seus seis vencedores em uma cerimônia especial transmitida na quarta-feira (1º). A iniciativa, promovida pela Globo em parceria com a Fundação Roberto Marinho, tem como objetivo reconhecer projetos inovadores que impactam a educação em diversas regiões do Brasil.
Um dos destaques desta edição foi a história inspiradora de Beatriz da Silva, vencedora na categoria estudante, que compartilhou sua jornada. “Acordávamos às 4h50 para pegar os ônibus às 6h, e chegávamos, muitas vezes, atrasados na escola”, relembra Beatriz, que vive no Quilombo do Caroá, em Pernambuco.
Os projetos finalistas do Prêmio LED surgem de contextos e realidades distintas, refletindo a diversidade cultural do Brasil. As inovações premiadas muitas vezes abordam problemas locais, apresentando soluções criativas adaptadas às suas comunidades.
Transformação Social através da Educação
No Quilombo do Caroá, Beatriz encontrou uma maneira de enfrentar um desafio local: a manipueira, líquido resultante do processamento da mandioca. Com a ajuda de professores e uma impressora 3D, ela desenvolveu um filtro utilizando fibra da pinha, fruta abundante na região. Essa iniciativa não só resolve um problema ambiental, mas também promove a sustentabilidade na comunidade.
“Não importa o tamanho da iniciativa. O crucial é que ela possa ser escalável para outros locais”, afirma Cristovam Ferrara, diretor de Valor Social da Globo. A avaliação de inovações se baseia em seu impacto social comprovado, o que torna o Prêmio LED um estímulo à criatividade e ao pensamento crítico nas escolas.
O Prêmio LED já foi um marco na educação nos últimos cinco anos, com mais de 12 mil inscrições, sendo 2,3 mil apenas nesta edição. No total, 30 projetos foram premiados com mais de R$ 6 milhões em recursos. Cada um dos seis vencedores de 2026 recebeu R$ 200 mil.
Histórias de Sucesso
Outra história notável é do professor Thales do Nascimento, da Bahia, que buscava engajar seus alunos e, assim, acabou criando um projeto de grande relevância social. Ele transformou resíduos da escola e cascas de coco em biocimento, utilizado para construir calçadas nas comunidades vizinhas ao colégio.
“Ao entregar uma calçada, valorizamos o imóvel e proporcionamos segurança e estética à região. Estamos chamando de biocimento do sertão”, explica Thales, que é um dos vencedores na categoria educador. Seu projeto não apenas melhora a infraestrutura local, mas também gera impacto direto na vida dos estudantes, incentivando a responsabilidade comunitária.
Beatriz também reconhece essa influência dos educadores em sua vida: “Meus professores transformaram minha realidade, ensinando valores e conhecimentos que pretendo compartilhar com outros”.
Além disso, o Prêmio LED abre espaço para a participação do público. Todos podem conhecer os vencedores e votar em um dos três projetos que concorrem ao prêmio popular, que garantirá um montante de R$ 100 mil ao vencedor. O resultado será revelado no programa Encontro com Patrícia Poeta, no dia 8 de abril.
