Expectativa de Ajustes na Política Monetária
No dia 24 de outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou uma ata que enfatiza a possibilidade de que futuros ajustes na taxa básica de juros considerem novos dados sobre a intensidade e duração dos conflitos no Oriente Médio. A análise reflete a preocupação do colegiado com o aumento da incerteza econômica e seus efeitos diretos e indiretos sobre a inflação.
Esse detalhe foi registrado na ata da reunião de março, divulgada na manhã de hoje. De forma semelhante ao comunicado anterior, o Copom não apresentou previsões sobre o ritmo dos cortes na Selic, tampouco sobre a magnitude total do ciclo de redução.
Na última quarta-feira, 18 de outubro, o Copom optou por uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica, que caiu de 15% para 14,75% ao ano. Esse foi o primeiro corte em quase dois anos, já que a última diminuição havia ocorrido em maio de 2024.
Condução da Política Monetária com Cautela
Na ata, o colegiado reafirmou seu compromisso em conduzir a política monetária com “serenidade e cautela”, particularmente em um cenário repleto de incertezas. O Copom destacou que suas ações são compatíveis com a estratégia de perseguir uma inflação próxima da meta estabelecida. “Embora estejamos atentos à estabilidade de preços, essa decisão também visa suavizar as flutuações na atividade econômica e promover o pleno emprego”, comunicou o grupo.
A instituição manteve suas projeções de inflação inalteradas. A expectativa é de que a inflação medida pelo IPCA atinja 3,9% em 2026 e 3,3% no terceiro trimestre de 2027, ambos acima do centro da meta de 3% estabelecida pelo governo.
Projeções de Preços em Foco
Para os preços livres, a previsão é de uma elevação de 3,7% em 2026 e 3,3% em 2027. Em relação aos preços administrados, a expectativa de aumento é de 4,3% e 3,2%, respectivamente.
Essas projeções consideram um cenário de referência baseado no Relatório Focus de 16 de março, que inclui uma bandeira amarela de energia elétrica para os anos de 2026 e 2027. O câmbio é projetado para iniciar em R$ 5,20, evoluindo conforme a paridade do poder de compra. Os preços do petróleo deverão seguir uma curva futura por seis meses, aumentando depois em 2% ao ano.
