Bahia se Destaca na Criação de Empregos
No mês de janeiro de 2026, a Bahia apresentou um saldo positivo de 6.124 novas vagas com carteira assinada, conforme dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A região Nordeste, como um todo, gerou 6.134 postos de trabalho, o que significa que o estado da Bahia concentrou impressionantes 99,8% do total regional, representando 5,5% do saldo de empregos formalizados em todo o país. No panorama nacional, o Brasil contabilizou 112.334 novas oportunidades de trabalho em janeiro, colocando a Bahia como a oitava federação no ranking de geração de empregos do mês.
O secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, destacou a relevância desse desempenho para a economia regional. “A Bahia praticamente concentrou todo o saldo positivo de empregos do Nordeste em janeiro, refletindo uma política ativa de desenvolvimento, atração de investimentos e fortalecimento dos setores produtivos. Estamos criando oportunidades concretas para o nosso povo”, afirmou.
Crescimento Sustentável no Acumulado de 12 Meses
Observando o acumulado dos últimos 12 meses, entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, a Bahia alcançou 92.283 novos postos formais, um resultado 2,6% superior ao período anterior, que havia registrado 89.928 vagas. O secretário Vasconcelos comentou que esse crescimento contínuo evidencia consistência nas ações do Governo do Estado. “Esse avanço no acumulado de 12 meses demonstra que não se trata de um resultado pontual, mas sim de uma série de planejamentos, qualificação profissional e diálogo constante com o setor produtivo para ampliar a empregabilidade na Bahia”, destacou.
Setores Econômicos em Destaque
Quatro dos cinco grandes setores da economia baiana apresentaram resultados positivos em janeiro. O setor de Serviços se destacou, sendo responsável por 4.324 postos de trabalho, o que equivale a 70,6% do saldo mensal. Na sequência, a Construção gerou 2.722 vagas, a Indústria contribuiu com 1.022 e a Agropecuária somou 980 novos postos. O Comércio, por sua vez, foi o único setor a registrar um desempenho negativo, com a perda de 2.924 postos formais no mês.
“Conseguimos dinamizar áreas estratégicas da economia, impulsionando cadeias produtivas e criando empregos formais em diferentes regiões do estado. No entanto, ainda precisamos avançar para melhorar a renda e as condições de trabalho da população”, afirmou Augusto Vasconcelos.
Análise Salarial e Demográfica
Uma análise das novas vagas por faixa salarial revelou que a maior parte dos empregos gerados em janeiro concentrou-se na faixa de 1,01 a 1,5 salário mínimo, totalizando 3.010 postos, ou seja, 49,2% do total. Comparado a janeiro de 2025, essa faixa teve um aumento significativo de 61,6%. Além disso, a faixa de 1,51 a 2 salários mínimos também apresentou crescimento, com um acréscimo de 1.201 empregos em relação ao mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, a faixa de até 1 salário mínimo enfrentou uma forte queda, com uma redução de 87,8%, somando a perda de 2.952 postos em relação a janeiro de 2025.
Em termos de faixa etária, os trabalhadores de 18 a 24 anos concentraram 63,9% do total de empregos gerados em janeiro, o que totaliza 3.895 novos postos. No que diz respeito à escolaridade, os profissionais com Ensino Médio completo representaram 78,9% do saldo mensal, somando 4.833 vagas formais.
Para o secretário Vasconcelos, esses dados sublinham o impacto positivo das políticas de qualificação e inclusão produtiva. “Os números indicam que a juventude está conseguindo acesso a oportunidades e que programas de qualificação profissional têm sido determinantes para ampliar o acesso ao emprego formal. Continuaremos investindo em iniciativas que preparem a população para as exigências do mercado de trabalho”, concluiu.
