Expectativa de Retomada da Fiol
A obra bilionária da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), localizada na Bahia, pode ser reiniciada no começo do próximo semestre, após um longo período de paralisação. De acordo com informações apuradas pela coluna de Milena Teixeira, do site Metropolis, uma reunião que ocorreu em janeiro, fora da agenda oficial do presidente Lula, com empresários de estatais chinesas e aliados políticos locais, teve um papel crucial em destravar as negociações para a continuidade da construção.
Atualmente, a prioridade do governo é finalizar o trecho 1 da ferrovia, que conecta as cidades de Caetité e Ilhéus, no sul da Bahia. As obras foram interrompidas pela Bamin, responsável pelo projeto, em março de 2025, quando cerca de 75% da execução já estava concluída. A Fiol foi concebida para criar um corredor de exportação abrangente, com o intuito de ligar a produção do interior do Brasil a diferentes portos, além de integrar os principais projetos de infraestrutura do Novo PAC.
Interesse Nacional e Internacional
O projeto da Fiol tem atraído a atenção de empresas brasileiras e estrangeiras. Em março de 2025, a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC) demonstrou interesse em participar das obras. Essa movimentação sinaliza um potencial aumento de investimentos no setor de infraestrutura, o que pode beneficiar a economia local e nacional.
A reunião fora da agenda, revelada pela coluna, ocorreu no Palácio do Planalto e teve a presença de importantes figuras políticas. Entre os participantes estavam o ministro da Casa Civil, Rui Costa; o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA); o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues; e Afonso Florence, chefe da Casa Civil do governo baiano.
Envolvimento de Empresas Estrangeiras
Além dos representantes do governo brasileiro, estava presente Manuel Antonio, vice-presidente do Conselho de Administração do Grupo Mota-Engil, uma multinacional portuguesa com forte atuação em engenharia e gestão de infraestrutura. A CCCC é a principal acionista da Mota-Engil, detendo 32,4% do capital, o que fortalece a conexão entre os interesses brasileiros e chineses na viabilização da Fiol.
Enquanto o governo se empenha na retomada das obras e busca atrair investimentos, a expectativa é que os próximos meses sejam decisivos para o futuro da Ferrovia de Integração Oeste-Leste. A conclusão dessa infraestrutura é fundamental não apenas para a logística nacional, mas também para o desenvolvimento econômico da Bahia e do Brasil como um todo.
