Festival do Artesanato Baiano Indígena
O I Festival do Artesanato Baiano Indígena e da Economia Solidária (FABI) começou hoje, 6 de fevereiro, em Coroa Vermelha, Santa Cruz Cabrália. O evento promete proporcionar uma imersão cultural rica e diversificada até o próximo domingo, dia 8. As apresentações culturais, que abriram o festival, são fundamentais para evidenciar a riqueza das tradições e a identidade dos povos indígenas da Bahia.
Desde a sua criação, o FABI se destaca como um espaço dedicado à valorização do “saber-fazer” indígena. A programação conta com diversas demonstrações artísticas que refletem a alma e a história das comunidades locais. Entre as atrações estão os grupos Hêdxahô da Aldeia Novos Guerreiros e a tradicional roda de capoeira Xohã’p Upâ Wêkanã, da Aldeia Nova Coroa.
Em declaração, o presidente da Federação Indígena das Nações Pataxó e Tupinambá do Extremo Sul da Bahia, Kâhu Pataxó, ressaltou que o festival é uma celebração da música, da arte e das múltiplas expressões dos povos originários. “As apresentações culturais são essenciais para mostrar a diversidade dos povos indígenas da Bahia, a linguagem corporal e a identidade cultural, fortalecendo a circulação de saberes e a celebração das nossas raízes”, afirmou Kâhu, destacando a importância do evento.
A programação do festival inclui oficinas, exposições e palestras, tudo pensado para promover o intercâmbio cultural entre os visitantes e as diversas vertentes da cultura indígena. Sendo assim, o FABI não é apenas um festival, mas um espaço de resistência e valorização das tradições que moldam a identidade dos povos indígenas na Bahia.
O evento se destaca ainda pela presença de artesãos que trazem suas criações, desde peças de artesanato até produtos alimentícios típicos, todos representando a riqueza cultural da região. Essa junção de apresentações artísticas e a feira de artesanato promete atrair um público diverso, interessado em conhecer mais sobre as raízes culturais da Bahia.
O FABI, com sua proposta inovadora, reflete a importância de dar voz e visibilidade aos povos indígenas, promovendo não apenas as suas tradições, mas também a conscientização sobre a diversidade cultural do país. Assim, o festival se estabelece como um importante marco para a valorização da cultura indígena e para o fortalecimento do turismo cultural na região.
