Tricolor em Campo: Uma Partida de Alto Nível
O duelo entre Bahia e Fluminense, marcado por duas equipes de alto nível técnico, cumpriu com as expectativas dos torcedores e técnicos. Independentemente do placar, o sentimento foi de satisfação por parte dos treinadores, que viram seus times se esforçarem em campo. Contudo, o que poderia ter sido uma festa maior acabou se perdendo em uma série de oportunidades de gol desperdiçadas. O tricolor baiano, por exemplo, deixou escapar ao menos duas chances claras, assim como o Flu, que teve sua própria ocasião lamentável com Serna, que, por ironia do destino, foi prejudicado pelo gramado irregular, que traiu sua finalização.
Os torcedores se perguntavam se o Bahia conseguiria, mais uma vez, reverter a situação em casa, como fez anteriormente diante do Santos. Com ambos os técnicos, Rogério Ceni e Luis Zubeldia, satisfeitos com a performance do primeiro tempo, as equipes retornaram ao campo sem alterações.
Intensidade e Oportunidades no Segundo Tempo
O segundo tempo começou com a mesma intensidade do primeiro, refletindo o desejo de todos os presentes no estádio. O destaque foi para São Sebastião, São Castilho e São Fábio, que, aos 45 anos, continua acumulando uma impressionante quantidade de jogos, totalizando mais de 1.420 partidas em sua carreira. E, como se não bastasse, aos 12 minutos, Fábio teve a sorte ao defender um chute que acertou a trave, mostrando que a habilidade e a sorte caminham lado a lado para os bons goleiros.
A diferença tática entre Fluminense e Bahia começou a se evidenciar. O time de Diniz, por um lado, se mostrou mais conservador, enquanto o de Zubeldia não tem receio de arriscar com chutões. A pressão exercida pelo Bahia era intensa, enquanto o Flu se mostrava ágil em contra-ataques rápidos e mortais.
Substituições e Mudanças no Jogo
A primeira mudança ocorreu por parte do Flu, quando Nonato, devido a uma lesão, deu lugar a Bernal. O Bahia, por sua vez, optou por quatro substituições simultaneamente, trazendo Erick, Caio Alexandre, Cristian Olivera e Sanabria ao jogo. Sanabria, logo na sua primeira participação, teve a chance de empatar, mas não aproveitou a oportunidade, finalizando de forma errada.
Apesar das falhas, o Bahia continuava pressionando e parecia merecer o empate. E, finalmente, aos 32 minutos, Olivera não decepcionou. Ele se aproveitou de um cruzamento rasteiro de Sanabria que passou por três defensores cariocas e colocou a bola na rede, levando a torcida ao delírio.
Com a entrada de Moreno e Ganso aos 33 minutos, e Dell aos 35, o Flu começou a acusar o desgaste. A pressão baiana aumentava, e a possibilidade de uma virada parecia palpável. No entanto, aos 42 minutos, Dell, em uma jogada infeliz, acabou atingindo Freytes com o cotovelo. O VAR, como sempre atento, acionou o árbitro, que não hesitou em aplicar o cartão vermelho.
A Tensão nos Acréscimos
Com a expulsão, o empate tornou-se quase uma certeza, embora os dez minutos de acréscimos proporcionassem ao time visitante a chance de sonhar com a vitória, diante de uma multidão de mais de 40 mil torcedores. Guilherme Arana, que havia entrado nos minutos finais, teve uma oportunidade, mas, sem ângulo, decidiu chutar em vez de passar para JK, que estava bem posicionado na área. O resultado? Um empate que, ao final, refletiu a luta e o empenho de ambos os lados.
