A Importância da Economia do Mar
A Secretaria do Planejamento da Bahia (Seplan) tomou uma iniciativa crucial para fortalecer a exploração sustentável dos recursos oceânicos, reconhecendo-o como um pilar essencial para o desenvolvimento do estado. Na última quinta-feira, 5, um encontro estratégico reuniu o secretário Cláudio Peixoto e técnicos da pasta para discutir como integrar a Economia do Mar ao Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI) Bahia 2050.
Durante a reunião, Eduardo Athaíde, diretor do Worldwatch Institute Brasil, trouxe à tona a relevância econômica desse setor, que movimenta cerca de R$ 80 bilhões anualmente na Bahia. “A economia do mar também começa na terra. Sem um planejamento estruturado, o Estado fica sem norte”, alertou Athaíde, enfatizando que a iniciativa da Seplan traz previsibilidade a diversas cadeias produtivas, que vão desde a logística portuária até a indústria naval.
Alinhamento com a Amazônia Azul
O debate sobre a Economia do Mar se insere em um contexto de alinhamento com a agenda nacional em relação à Amazônia Azul, a vasta área oceânica sob jurisdição brasileira que abrange 5,7 milhões de km². Com uma costa de 1.605 quilômetros e 46 municípios litorâneos, a Bahia se destaca naturalmente nesse cenário, com Salvador assumindo o papel de capital simbólica desse território marítimo, graças à sua infraestrutura robusta e densidade acadêmica.
A pauta discutida abrange tanto setores tradicionais quanto emergentes, incluindo:
- Logística e Comércio: Modernização dos portos para facilitar a exportação de minérios e grãos.
- Energia e Inovação: Potencial para desenvolvimento de energias offshore e biotecnologia.
- Turismo e Pesca: Fortalecimento do turismo náutico e apoio à pesca artesanal.
Marco Legal da Economia do Mar
A estratégia de desenvolvimento da Economia do Mar também é impulsionada pela recente Lei nº 14.672/2024, que institui a Política Estadual de Incentivo à Economia do Mar. “Pensar o futuro da Bahia passa por reconhecer o mar como um ativo geopolítico e ambiental”, afirmou Cláudio Peixoto. Para ele, conectar o desenvolvimento econômico à transição ecológica e à inovação é uma necessidade urgente.
Agora, o tema avançará para uma análise técnica transversal, com o objetivo de criar projetos estruturantes que assegurem a competitividade sistêmica da Bahia até 2050. Essa abordagem visa não só o crescimento econômico, mas também a preservação ambiental, tratando a Bahia como um exemplo de desenvolvimento sustentável que valoriza sua rica biodiversidade marinha.
