Mudanças na Fronteira de Gaza
No último domingo, 1º de outubro, Israel anunciou a reabertura da passagem de Rafah, localizada na Faixa de Gaza, em direção ao Egito. Contudo, essa reabertura se dá apenas para os moradores da região palestina, o que levanta questões sobre o fluxo de ajuda humanitária. A decisão foi comunicada pelo Cogat, órgão vinculado ao Ministério da Defesa de Israel, responsável por supervisionar assuntos civis em Gaza. No entanto, a falta de menção sobre a liberação de ajuda humanitária preocupa muitos, uma vez que essa passagem é fundamental para a entrada de suprimentos essenciais.
De acordo com o Cogat, uma fase piloto de reabertura teve início em coordenação com a missão de assistência de fronteiras da União Europeia, embora não tenha sido especificado se a ajuda humanitária será liberada. O movimento de pessoas pelo local deve ser autorizado a partir de segunda-feira, 2 de outubro. A reabertura foi recebida com críticas dos líderes do Egito e da Jordânia, que condenaram a possibilidade de deslocamento forçado da população palestina.
No Cairo, durante uma reunião entre o presidente egípcio, Abdul Fatah Al-Sisi, e o rei Abdullah II da Jordânia, ambos reiteraram sua oposição a qualquer iniciativa que vise deslocar os palestinos de suas terras. Segundo pronunciamentos oficiais, os dois líderes reafirmaram sua determinação em proteger os direitos dos palestinos e garantir sua permanência em sua terra natal.
Como parte dessa situação, cerca de 20 mil pessoas em Gaza aguardam a reabertura da passagem para buscar tratamento médico no Egito. Desde maio de 2024, a fronteira estava fechada devido ao controle do Exército israelense sobre a passagem. Mohammed Shamiya, um paciente de 33 anos, relatou sua situação precária à agência AFP, expressando sua urgência em sair de Gaza para receber diálise devido a uma doença renal.
