Novo Capítulo para a Indústria Naval da Bahia
A reativação das atividades do Estaleiro Enseada, localizado no distrito de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, marca um importante avanço para a indústria naval baiana e para a economia do Recôncavo Baiano. Na última segunda-feira (26), o complexo industrial deu um passo significativo ao carregar o primeiro lote de 13 barcaças, um evento que simboliza não apenas a volta das operações, mas também a inserção do estaleiro em projetos estratégicos ligados à cadeia logística e mineral do Brasil.
O evento foi prestigiado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e representantes de diversos setores produtivos, evidenciando a colaboração entre o poder público e a iniciativa privada. A volta das operações do estaleiro reforça a relevância da Bahia no cenário nacional da indústria naval, um setor considerado vital para o desenvolvimento econômico, geração de empregos e inovação.
“É uma alegria imensa participar desse retorno do Enseada. A reativação gera mais empregos, e estamos comprometidos em trabalhar ao lado do setor empresarial, do presidente Lula e do BNDES, para garantir os financiamentos necessários e potencializar a indústria naval na Bahia”, destacou o governador Rodrigues.
Geração de Empregos e Impacto na Economia Local
A retomada das atividades no Estaleiro Enseada, que havia sido paralisado, ocorre em um momento crucial. Desde sua reabertura, foram criados aproximadamente 600 empregos diretos e até 900 indiretos, beneficiando não apenas os municípios ao redor da Baía do Iguape, mas especialmente as comunidades de Maragogipe.
Essa reativação não só oferece novas oportunidades de emprego para aqueles que deixaram a região em busca de melhores condições, mas também tem um efeito multiplicador na economia local, impactando positivamente o comércio, serviços e a qualificação profissional. A indústria naval, por sua natureza intensiva em mão de obra, é vista como um dos principais motores de desenvolvimento regional no Estado.
Capacidade e Papel Estratégico do Estaleiro Enseada
O Estaleiro Enseada é destacado como um dos maiores do Brasil, com capacidade para processar mais de 100 mil toneladas de aço anualmente. Além da construção naval, o complexo está envolvido em operações de exportação e importação, e desenvolve projetos focados na transição energética, incluindo iniciativas relacionadas a energias renováveis e hidrogênio verde.
Essa versatilidade aumenta a relevância do estaleiro, transformando-o em um polo não apenas industrial, mas também em uma plataforma atrativa para novos investimentos voltados à economia sustentável e à reindustrialização do Brasil.
A atual produção de barcaças é parte de um contrato firmado com a LHG Mining, uma empresa do setor mineral. O projeto abrange quatro estaleiros brasileiros localizados nas regiões Norte e Nordeste, promovendo a descentralização da indústria naval e estimulando cadeias produtivas fora da tradicional concentração no Sul e Sudeste.
“Hoje, celebramos um momento único, com a construção e entrega dessas barcaças que serão carregadas nos navios oceânicos. O investimento total gira em torno de R$ 80 a R$ 500 milhões, e a criação de empregos é o que mais nos alegra”, afirmou Darlan Carvalho, diretor da LHG.
Investimentos Estratéticos e Integração Logística
As barcaças produzidas no Estaleiro Enseada terão como principal função o transporte de cargas minerais, conectando operações fluviais a navios oceânicos, o que promete aumentar a eficiência logística e reduzir custos operacionais no setor.
Este empreendimento envolve investimentos significativos que variam de R$ 80 milhões a R$ 500 milhões, que serão direcionados para infraestrutura, modernização de equipamentos, capacitação de mão de obra e ampliação da capacidade produtiva do estaleiro. Com isso, o Enseada se posiciona como um ativo estratégico não apenas para o mercado interno, mas também para contratos internacionais de grande porte.
Atuação do Governo e Articulação Institucional
O Governo da Bahia tem se mostrado ativo na implementação de incentivos institucionais, promovendo a atração de investimentos e mantendo diálogo com o governo federal, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essas ações visam garantir o financiamento necessário e a sustentabilidade a longo prazo dos projetos desenvolvidos no estaleiro.
