A Nova Temporada do Campeonato Brasileiro
O Campeonato Brasileiro da Série A está prestes a começar, com a primeira rodada marcada para a próxima quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024. Neste ano, 12 dos clubes da elite do futebol nacional estão com seus uniformes estampados por patrocínios de casas de apostas. Essa quantidade representa uma queda significativa de 33% em relação a 2023, quando 18 equipes contavam com essas parcerias.
Entre os clubes que decidiram romper contratos com suas patrocinadoras estão Vasco, Grêmio, Internacional, Coritiba, Bahia e Santos, que ainda buscam novas colaborações. Já o Red Bull Bragantino, que leva a marca de uma famosa bebida energética, e o Mirassol, patrocinado por um conhecido guaraná, estão entre os clubes que não possuem patrocínios de apostas nesta temporada.
Uma Análise dos Patrocínios na Série A
A tabela abaixo ilustra os clubes da Série A que ainda mantêm patrocínios de apostas, com detalhes sobre o valor investido e a duração dos contratos:
| Clube | Patrocínio | Tipo | Valor por ano (milhões de reais) | Término do contrato |
|---|---|---|---|---|
| Flamengo | Betano | Casa de Apostas | 268 | 2028 |
| Botafogo | Vbet | Casa de Apostas | 55 | 2027 |
| Fluminense | Superbet | Casa de Apostas | 52 | 2027 |
| Chapecoense | ZeroUm | Casa de Apostas | Indisponível | 2026 |
| Athletico | Viva Sorte Bet | Casa de Apostas | 36 | 2026 |
| Corinthians | Esportes da Sorte | Casa de Apostas | 10 | 2027 |
| Palmeiras | SportingBet | Casa de Apostas | 10 | 2027 |
| São Paulo | Superbet | Casa de Apostas | 11 | 2030 |
| Atlético-MG | H2Bet | Casa de Apostas | 60 | 2027 |
| Cruzeiro | Betnacional | Casa de Apostas | 43 | 2026 |
| Vitória | 7k | Casa de Apostas | 16 | 2027 |
| Remo | Vaidebet | Casa de Apostas | 12 | 2026 |
Os clubes que estão marcados com um asterisco (*) não têm patrocínio master na camisa, e os valores apresentados são referentes ao ano de 2025. Os dados foram coletados pela plataforma Bolavip.
O Fim de uma Era de Euforia no Mercado de Patrocínios
A entrada das casas de apostas no futebol brasileiro alterou significativamente a dinâmica de patrocínios, levando os valores a altitudes nunca antes vistas. O Flamengo, por exemplo, obteve o maior contrato com a Betano, que paga anualmente a quantia impressionante de R$ 268 milhões.
No entanto, após um período de crescimento explosivo, o mercado parece estar entrando em uma fase de ajuste. Ivan Martinho, professor de marketing esportivo da ESPM, comenta sobre a situação: “As casas de apostas inicialmente entram no mercado de forma muito agressiva, buscando uma rápida visibilidade e presença. Isso acabou inflacionando os custos de patrocínio. Com um ambiente regulatório mais claro, aumento de impostos e pressão por eficiência, a lógica de investimento está mudando: menos volume e mais critério na escolha dos patrocinadores. Contudo, eu não diria que estamos vendo o fim das apostas, mas o término de uma fase de euforia”.
Martinho acredita que esse amadurecimento do mercado pode ser benéfico para todos os envolvidos, incluindo clubes, marcas e a sustentabilidade do sistema esportivo a longo prazo. “O que estamos assistindo é o crescimento de um mercado que, ao ser regulado, tende a trazer maior equilíbrio e oportunidades para todos”, conclui.
