A Celebração da Fé e da Cultura
Da Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia até a Colina Sagrada, a Lavagem do Bonfim é um evento que une a fé religiosa e a identidade cultural da Bahia. Na última quinta-feira, 15, o Bloco da Cultura se fez presente, reunindo dirigentes da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) e de suas instituições vinculadas para celebrar uma das datas mais icônicas do calendário baiano.
A diretora-geral da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Sara Prado, enfatizou a importância simbólica deste ano, que marca o fechamento de gestões que reergueram as instituições culturais, devolvendo-lhes o protagonismo nas esferas nacional e estadual. “É muito significativo que, na Lavagem do Bonfim, esta festa popular onde a fé está na frente, o Ministério da Cultura, a Secretaria da Cultura e suas unidades estejam juntos, representando esse legado”, ressaltou a diretora.
Um Patrimônio Cultural e Religioso
Marcelo Lemos, diretor-geral do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), também esteve presente e sublinhou o sincretismo religioso que caracteriza essa festividade. “Este momento aqui é um patrimônio do povo, que espera a segunda quinta-feira do ano para exaltar Senhor do Bonfim e Oxalá”, afirmou, destacando a relevância cultural e espiritual do evento.
“Cultura é o que pulsa na Lavagem do Bonfim. Para nós é essencial estar aqui representando o governo do estado, que, ano após ano, tem aumentado seu apoio e sua contribuição, tanto na esfera cultural quanto no engajamento da população”, completou Lemos.
Iniciativas que Fortalecem a Cultura
A Fundação Pedro Calmon (FPC), uma das unidades vinculadas à Secretaria de Cultura, também fez sua presença no Bloco da Cultura. Durante a festa, o diretor-geral Sandro Magalhães expressou a importância da Lavagem do Bonfim para iniciar o ano na Bahia. “Para nós, dirigentes e gestores do campo da cultura, estar nesse lugar é viver um momento de fé e renovação de energias para prestarmos ainda mais serviços e cuidarmos de mais baianos ao longo do ano”, disse.
O Bloco da Cultura não apenas celebrou a identidade cultural, mas também deu início ao desfile de 11 blocos beneficiados pelo Programa Ouro Negro, uma iniciativa do Governo da Bahia, por meio da SecultBA e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), que contou com um investimento histórico de R$ 17 milhões.
Resgate da Tradição e Inclusão Cultural
Essa iniciativa permitiu a inclusão de categorias como afro, afoxé, samba, reggae e blocos de índio, e, surpreendentemente, o Olodum retornou a participar do cortejo após 25 anos. Além do Olodum, a seleção também contou com a presença de grupos como Afrodescendentes da Bahia, Bloco da Saudade, Ki Beleza, Leva Eu, Malê Debalê, Mangangá Capoeira, Mundo Negro, Proibido Proibir e Samba & Folia, mostrando a diversidade e a riqueza cultural que a Lavagem do Bonfim representa.
Assim, a Lavagem do Bonfim se reafirma como um evento vital que não apenas celebra a fé, mas também exalta a cultura baiana, reafirmando o compromisso de líderes e instituições em manter viva essa tradição que é um verdadeiro patrimônio do povo.
