Ex-presidente Requer Soluções para Barulho do Ar-Condicionado
Jair Bolsonaro, atual detento na Superintendência da Polícia Federal, encaminhou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando intervenções para resolver o barulho excessivo do ar-condicionado no local onde está encarcerado. A solicitação foi feita pela defesa do ex-presidente na noite desta sexta-feira, 2, que destaca que o ruído incessante compromete o repouso e a saúde de Bolsonaro.
Conforme a defesa, “o ruído persiste sem interrupção, durante as 24 horas do dia, gerando um ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário para a manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado”. A reclamação sugere que a situação vai além de um mero desconforto, configurando uma perturbação contínua à saúde do ex-presidente.
Os advogados ressaltam que os agentes encarregados da custódia de Bolsonaro já estão cientes da condição. “Requeremos que sejam oficiadas as autoridades responsáveis pela custódia para que adotem, com urgência, as providências técnicas necessárias para corrigir o problema descrito — seja por meio de ajustes no equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente — garantindo ao custodiado as condições adequadas de descanso e permanência no local”, argumentam os defensores.
Até o momento, o pedido ainda aguarda análise do relator das ações penais relacionadas à tentativa de golpe, o ministro Alexandre de Moraes. A questão do ruído no ambiente prisional vem à tona em um contexto mais amplo de discussões sobre as condições de detenção e os direitos dos presos, especialmente no que diz respeito à saúde e bem-estar.
As condições de encarceramento de figuras públicas, como um ex-presidente, frequentemente atraem atenção da sociedade e da mídia, levantando debates acerca da legalidade e da moralidade no tratamento de detentos. A situação de Bolsonaro se insere nesse contexto, despertando reações variadas entre diferentes setores da população.
